Direto de Dublin

Relatos de um jornalista brasileiro na capital irlandesa

Lights out! Guerrilla radio! Turn that shit up!

com um comentário

Desde que me decidi por Dublin, como já comentei um dia desses, a razão da minha viagem foi mudar de vida, largar a velha rotina. Porém, apesar de estar muito certo desse motivo, sempre soube faltava alguma coisa. É que a escolha pela Irlanda geralmente ocorre em função de o país ser o menos restrito a estrangeiros e ainda dar oportunidade de trabalho para nós, imigrantes. Tenho certeza que a maior parte dos brasileiros que se deslocam para as terras gaélicas gostaria de ter optado por outro local, como Inglaterra, Espanha, Itália, França, Alemanha…

Bom, não sou daqueles caras que acredita em destino nem muito menos tenho religião. Mas, puta que pariu, terça-feira descobri exatamente aquilo que faltava, o motivo concreto da escolha pela Irlanda: minha banda preferida, Rage Against The Machine, vai tocar em Dublin dia 8 de junho. Então pergunto: qual seria a chance de um grupo que está parado há 10 anos – fazendo apenas algumas apresentações esporádicas – simplesmente marcar um show para uma casa de espetáculos a míseros 2,5 km do apartamento onde moro? É como ir andando da minha casa até a Vila Germânica – relembrando velhos momentos de bebedeiras na Oktoberfest.

Com absoluta certeza afirmo que a confirmação do Rage Against The Machine três semanas após eu desembarcar na Irlanda não ocorreu por acaso. Derrubo todas as minhas convicções e passo a acreditar nessa porra de destino. Ainda mais depois de passar mais de uma hora e meia na fila do TicketMaster para conseguir, finalmente, realizar o sonho da minha vida: EU VOU NO SHOW DO RATM, CARALHOOO!!!

Dia 8 de junho, na casa de espetáculos The O2, vou chorar feito uma criança. Pular o mais alto que puder. Cantar até minha voz terminar. E sair com a certeza que, depois de ver o Botafogo campeão brasileiro em 1995 e assistir a um show do Rage Against The Machine, tudo o que vier na minha vida a partir de então será lucro.

Serão intermináveis três meses e meio de espera, de angústia. Porém, tempo suficienete para relembrar todas as músicas, decorar as letras mais difíceis e comprar uma camiseta nova – a minha, surrada, ficou no Brasil. Não vejo a hora de quebrar aquela porra toda!

It has to start somewhere…

It has to start sometime…

What better place than here?

What better time than now?

ALL HELL CAN’T STOP US NOW!

Ingressos comprados!

Abraços a todos!

P.S.: São 11h e estou indo a um bar tomar uma(s) Carlsberg(s). It’s celebration time!!!

P.S.2: Também vou no show do GREEN DAY!!! Dia 23 de junho, com um setlist menos emo que imaginado, com cinco músicas do Dookie e covers de ACDC, Metallica, The Kinks, Black Sabbath… Do caralho!

Escrito por F.Pamplona

fevereiro 19, 2010 às 10:59

Publicado em Experiências

Uma resposta

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  1. Legal o blog, cara. Também to indo pro show do Rage, só que em Londres. No dia 06 de junho eu vou tá que nem aquele gordinho do Freedom! haha
    Bom show em Dublin!
    Abraços,
    brecht

    brecht

    fevereiro 19, 2010 em 16:52


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