Gostinho blumenauense
Após uma análise completa da atual conjuntura do apartamento 39, localizado no condomínio Behan Square, em Dublin, chegou-se à conclusão de que falta apenas um ingrediente para que este se torne um verdadeiro boteco blumenauense: uma mesa de sinuca da Nelson Bilhares. Todos os outros fatores já se fazem presentes na nossa humilde moradia:
-Alemóns;
-Bêbados;
-Cerveja gelada;
-Jornalista perdido;
-Música ruim;
-Rollmops.
Não, ninguém leu errado… Encontrei rollmops na Irlanda! Yeeeah! Foi numa ida despretenciosa ao Lidl, mercado que pratica preços ideais para imigrantes – ou seja, tudo baratinho. Enquanto procurava por um pacote de calabresa (para melhorar o sabor dos terríveis feijões em lata), um vidro de conserva reluziu na minha frente. Por alguns instantes, parecia estar de volta ao Brasil, me senti na feira livre da Escola Agrícola. Lá estava ela, soberana, a deliciosa iguaria alemã…
O rollmops é um prato tipicamente germânico. Em Blumenau, costumamos afirmar que é o acompanhante perfeito para um copo de cerveja. A base de sua composição é peixe cru em conserva. Porém, a receita varia de acordo com o local de imigração dos descendentes alemães. Em Santa Catarina, por exemplo, é preparado com um pequeno filé de sardinha enrolado ao redor de uma cebola, preso por um palito de dente. O aperitivo é conservado em vinagre forte para amolecer a carne e dar aquele gostinho azedo que deixa a boca repleta de saliva.
Já o rollmops encontrado em Dublin é um pouquinho diferente. Aliás, de acordo com uma pesquisa que fiz no oráculo, esta parece ser a receita original da iguaria. O peixe é o herring, mas conhecido como arenque no Brasil. Seu filé tem o dobro da largura da sardinha, ou seja, cada unidade pode ser dividida para duas pessoas. A cebola, ao invés de ser o recheio do aperitivo, faz parte apenas do tempero da conserva. Já o papel de miolo é feito pelo pepino.
Após saborear dois vidros na companhia do Diogo, chegamos a um veredicto: o rollmops original é infinitamente mais gostoso. A consistência do arenque faz com que ele se dissolva na boca. O pepino é um recheio melhor que a cebola, apesar de esta também ser excelente. E a conserva tem temperos mais fracos, que não escondem o sabor do peixe.
Está mais que aprovado, se tornou o item principal do rancho ao lado das caixinhas de 24 long necks de Stella Artois.
Aguardo os amigos para saborear um rollmops original em Dublin…
Abraços a todos!
P.S.: começamos a fazer a vaquinha da mesa de sinuca. Alguém quer contribuir?






Para a mesa de sinuca, eu posso ajudar com a doação de alguns cubinhos de giz azul. Tenho um pacote aqui em casa! hehehe.
Fábio Ricardo
março 9, 2010 em 16:01
rollmops kkkkk cada coisa, a cada esquina e loja uma surpresa. Mas quando vao comer algo realmente diferente, estranho, local ou tradicional !?!
as fotos cada vez melhores, parabéns
ps: encontrei teus pais no angeloni no fds.
see ya.
Fabrício Fox
março 9, 2010 em 16:23
É rapaz! Rollmops é o que há na Irlanda! Se colocar uma mesa de sinuca no ape, não da espaço nem de entrar no apto! kkkk
Diogo Bähr
março 9, 2010 em 16:51
Segundo o Brian, o Lidl é alemón! Ééééééca!
Nadine Escovar
março 9, 2010 em 23:16
Lidl é alemão?
Então tá tudo explicado!
F.Pamplona
março 9, 2010 em 23:57