O que eu quero? Sossego!
Quase três meses atrás, caminhando sob o sol da Praia de Bombas/SC, conversava com a Jéssi sobre qual seria o local perfeito para passar resto da vida. Não, não, o papo nada teve a ver com casamento ou morar junto, deusulivre!, apenas comparávamos opiniões acerca da tal residência ideal. Aquele negócio: praia ou campo, agito ou calmaria, cidade grande ou pequena, zona urbana ou natural? E por aí foi…
A casa que escolhi ficaria, basicamente, no meio do mato. Um lugar com pouca vizinhança, muita natureza e longe de quaisquer imposições do progresso. Porém, não seria necessariamente distante de um grande centro: algo em torno de 15 ou 20 km de uma cidade considerável, que tivesse hospital, um grande supermercado e algumas opções de lazer. Pense numa casinha na zona rural, em estilo rústico, com uma lareira aconchegante e um escritoriozinho para trabalhar e arejar as ideias.
Eis que no sábado visitei um município que se aproxima bastante do que expliquei no parágrafo acima. Um pequeno paraíso localizado 16 km ao norte de Dublin, onde apenas 14.937 pessoas têm o prazer de morar. Habitantes privilegiados, que convivem com o sossego e a natureza a menos de 30 minutos da capital do país. O nome? Malahide.
Apesar de não possuir tanta mata virgem quanto o local que procuro, a cidade apresenta uma infinidade de campos e áreas verdes. O centro é convidativo: arborizado e repleto canteiros bem cuidados. As ruas de tráfego escasso e calçadas intactas são um incentivo para longas caminhadas. O ar é puro e os pássaros são constantemente ouvidos. Sem falar vizinhança: casas grandes e aparentemente confortáveis, de estética tradicionalmente europeia.
Aliás, por falar em tradição, Malahide também tem história para contar. Diariamente, o município recebe turistas que buscam um destino diferente dos pubs de Dublin. Localizado no Demesden Regional Park, o Castelo de Malahide é a principal atração da cidade. Construído em 1.185, foi propriedade da família de Richard Talbot – cavaleiro que acompanhou o Rei Henrique II em sua viagem à Irlanda no século XII – até 1976, quando foi vendido ao Estado Irlandês.
Para finalizar a apresentação de Malahide falta apenas um detalhe. Além de ser calma, verde e histórica, a cidade é litorânea. Sim, habemus praia! Imagine acordar num domingo de manhã, naquele friozinho, dar uma volta na areia, depois acender a lareira e tomar uma Guinness… Uaaah! O único problema é que não faz calor suficiente para curtir o mar como no Brasil: é raro ver banhistas ou mulheres de biquini. Além disso, há bastante cascalho na costa e venta sem parar. Porém, como bom adepto do frio, isso não me fez gostar menos do local.
Não sei se um dia voltarei a Malahide. Provável que não. Mas levarei a cidade como modelo de padrão de vida. Não se encaixa perfeitamente no meu objetivo, mas possui características que a tornam um excelente lugar para se morar.
Abraços a todos!
P.S.1: Malahide é a cidade onde o Rogério perdeu sua câmera.
P.S.2: Fiz fotos bem melhores que estas. Estou guardando para postar no Flickr, sei lá quando…












DeusMElivre! Isso sim!
Ainda mais que nossas opiniões divergem bastante sobre este e outros temas.
Jéssi
março 24, 2010 em 11:16
Pamplona, como tempo voce vai perceber que o Brasil ta frente da Irlanda em varios aspectos… depois vc me fala. Realmente meu noivo e uma fantastica fonte…rsrsrsrs…e as familia irlandesas as quais trabalho tambem…
Estou adorando este mundo de blogueira, estava paralisada durante 2 anos e me sentindo muito mal por isto… agora voltei pra ficar…rsrsrs…estou fazendo amigos, conhecendo novas experiencias e praticando a profissao…uma grande realizacao pessoal. Entao estamos por ai e vamos nos falando. Realmente seu texto e bem legal, Parabens. bjs
Danda
março 24, 2010 em 12:33
Fala cara, te conheci no temple bar aquele dia.
meu blog é http://www.toemdublin.wordpress.com
Depois vou te adicionar no meu blogroll
minero10
março 31, 2010 em 23:06